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22 de janeiro de 2013

Planejamento Anual - Orçamento

O início do ano é a época mais propícia para pensar nas novas oportunidades que o seu negócio pode alcançar. Esse é o momento perfeito para descobrir quanto de lucro você deve esperar da empresa, quais são as áreas que necessitam de investimento, quanto você irá gastar durante o ano e, mais que isso, é a hora ideal para mostrar aos seus fornecedores e clientes que sua empresa está em franco desenvolvimento.
Mas, descobrir todas essas informações é mais trabalhoso que parece. Isso exige a capacidade de olhar para o futuro. Você deve saber onde está e onde pretende chegar. Deve descobrir quais são os seus objetivos e quanto tempo precisará para alcançá-los.
Nesse momento, no entanto, grande parte dos empresários esbarra em um ponto comum: o orçamento. Esse é um dos principais obstáculos para que uma empresa alcance os seus objetivos. Por isso, é fundamental planejar, antes de tudo, o seu orçamento anual.
Uma boa saída, nesse caso, é criar diferentes cenários. Procure trabalhar com uma previsão normal, um cenário de crescimento acima do previsto e um cenário pessimista. Assim você poderá ajustar suas políticas internas conforme as situações forem se alterando. Veja 3 dicas úteis:

Como montar um orçamento anual: 1. Defina o preço médio


Defina o orçamento anual da sua empresa se concentrando em três variáveis: preço, quantidade e custo. Se você não controla os preços na sua empresa, procure avaliar o seu mercado. Faça uma análise do comportamento da concorrência e verifique as tendências de mercado. Os preços são sazonais ou sofrem influência da taxa de câmbio? São voláteis? Questione-se com essas e outras perguntas a respeito e defina um preço médio de referência para a criação do seu orçamento.

 
Como montar um orçamento anual: 2. Preveja as vendas


Ao contrário da definição de preços, que depende das variáveis do mercado, para prever as suas vendas você precisará avaliar o ambiente interno. Atente-se a detalhes como a capacidade de distribuição ou produção da sua empresa, o número de empregados, etc. Isso não quer dizer que você pode deixar os dados de mercado de lado. Identifique dados históricos e taxas esperadas de crescimento do mercado no qual atua. Aqui você também deve se questionar: existe a possibilidade de demandas maiores ou menores que o esperado? A empresa pode suprir um surto na demanda? Existe sazonalidade nos dados históricos? Você precisará estar atento a cada detalhe.

Como montar um orçamento anual: 3. Reveja custos


Uma vez que você já tem informações como o quanto vai cobrar por seu produto e quanto espera vender, é hora de descobrir quanto você pretende e/ou pode gastar ao longo do ano. Essa informação resulta, em parte, da previsão de vendas e, por isso, deve estar alinhada aos cenários que você construiu na etapa anterior. Mas você vai precisar de mais detalhes. Lembre-se de que dentro de um orçamento anual, o orçamento de investimentos e financeiro representam custos que não têm relação com as vendas presentes. Isso significa que eles estarão separados da previsão de custos diretos de produção. Além disso, mantenha em mente a importância do orçamento de investimentos, no qual estarão descritas todas as estratégias para o crescimento da empresa a médio e longo prazo.










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18 de março de 2012

Como criar projeções financeiras confiáveis

Reajuste de aluguel, água e luz, aumento de salário dos funcionários, mudanças nas taxas de câmbio e na incidência de juros sobre produtos. Esses e outros fatores fogem ao controle do empresário, mas o afetam diretamente. No entanto, estratégias para lidar com todos esses itens, bem como, simplesmente, prever a quantidade de dinheiro no bolso ao fim de um período, dependem da saúde financeira do negócio.

É comum entre pequenos empreendedores, muitas vezes focados na parte técnica do negócio, não dar importância à projeção de finanças.
Com isso, surgem probelmas causados por projeções incertas e muito distantes da realidade do negócio. Isso pode causar dificuldades como estourar a conta ou não ter dinheiro para pagar um fornecedor, que poderiam ser evitadas com um simples planejamento.
“Se traçar custos e gastos com antecedência, o empresário consegue negociar prazos de pagamento e criar uma menor dependência de recursos de terceiros. Além disso, é possível tomar decisões sobre estratégias de cabeça fria, sem pressa”, destaca o consultor Márcio Iavelberg, da Blue Numbers consultoria empresarial.
Para o consultor do Sebrae-SP Luís Lobrigatti, a projeção funciona como uma bússola que guia o caminho da empresa e, por isso, deve ser muito bem feita e confiável. “O planejamento indica como vai vender, atender o cliente e qual o prazo que vai dar para pagamento e entrega. Toda a funcionalidade da empresa estará atrelada a essa projeção e evita que o empresário fique à mercê dos acontecimentos”, diz Lobrigatti.
Ou seja, fazer uma previsão financeira o mais próxima possível da realidade é fundamental para minimizar riscos de falência, além de reduzir a incerteza com relação às tomadas de decisão.
A principal recomendação é ser criterioso e ter bom-senso. “Projeção é um número incerto, baseados no histórico e validados em função da percepção do mercado, mas que deve estimular o trabalho para ser atingido”, destaca Lobrigatti. Além disso, é essencial ser sincero no momento de prever os custos e também as vendas. Caso possível, pode-se, inclusive fazer uma projeção mais favorável, outra para um cenário pior e, mais uma, projetando uma estabilidade.
De acordo com o consultor Márcio Iavelberg, o fluxo de caixa é um método que funciona como uma previsão detalhada e se baseia em definir as entradas e saídas que a empresa terá. “Com base em itens como faturamento passado, o que ainda se tem para receber e gastos fixos, consigo projetar se terei dinheiro ou não”.
Lobrigatti explica que o empresário deve levar em consideração a previsão de vendas, compras e gastos fixos. “Essa é uma forma de iniciar a projeção, pensando toda a empresa num período futuro”. O empreendedor junta o que vai receber de vendas nos próximos 3 ou 6 meses com o que já fez de compras e precisa pagar. “Uma atenção especial à inadimplência dos clientes. É bom calcular a média de atraso nos pagamentos para se programar também em função disso”.
Além de vendas e compras a realizar, o empreendedor deve considerar os custos com estoque, funcionários, impostos, seguros, entre outros. Também deve-se planejar investimentos como troca de frota de veículos ou equipamentos de informática. “Mas tudo dentro da capacidade da empresa, do que ela pode assumir de dívida e em quanto tempo terá que financiar para pagar.”
Levando em considerção o histórico do negócio, faz-se uma projeção dos próximos meses. “É um pouco menos detalhado que o fluxo de caixa, porque não considera todas as receitas e despesas diárias, mas o mês inteiro”, detalha Iavelberg.
Luís Lobrigatti ressalta a importância de se fazer projeções realistas. “Se o ritmo de vendas está em declínio, não é que se deva projetar diminuições, mas pensar em soluções para resolver isso”. Outro ponto que ajuda a tornar o planejamento mais real é considerar o cenário do segmento em que a empresa atua. 




Fonte: Exame
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