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5 de abril de 2012

O mundo mudou. E a sua empresa?

Mudança é assunto mais que recorrente aqui neste espaço. Estamos passando por um período semelhante ao ocorrido quando da revolução industrial, mas com mais impactos na economia, no trabalho e na sociedade. Toda essa mudança é potencializada pelo crescimento e evolução da internet, mas a internet em si não poderia fazer toda essa transformação somente por existir. São as pessoas que a utilizam que mexem com a configuração de forças existentes no mundo.
As pessoas sempre se rebelaram contra o poder institucionalizado por meio de sindicatos ou de associações de moradores por exemplo, mas o equilíbrio delicado entre as economias de escala proporcionadas pelas grandes empresas e organizações criadas pelas pessoas mudou graças ao surgimento e à disseminação das tecnologias sociais.
Nesse sentido, relaciono abaixo o que considero serem as grandes forças que estão transformando a economia, o trabalho e a sociedade:

  • A confiança em empresas está decaindo: Segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology), apenas 14% das pessoas acreditam em propaganda veiculada na mídia tradicional (jornais, TV e rádio). As demais pessoas (86%) acreditam mais nas opiniões veiculadas em mídias sociais como blogs, Facebook e Twitter. Estudo da Mckinsey mostra que 62% da população adulta em 20 países confiavam menos em empresas em dezembro de 2008 do que no ano anterior;

  • Transformação dos 4”P”s em 4 “E”s do marketing: No lugar de preço, produto, praça e promoção, agora temos respectivamente troca (exchange), experiência, engajamento e onipresença (everyplace);

  • Transferência do poder das instituições para as pessoas: As tecnologias que mais beneficiam as empresas não costumam pegar, mas aquelas que beneficiam as pessoas, sim. O Facebook, por exemplo, deu às pessoas o poder de se conectarem sem ter a supervisão de uma corporação e a Wikipedia permitiu que as pessoas criem conteúdo sem a necessidade da aprovação de um expert;

  • Migração de uma economia de massa para uma economia de nicho: Os custos de atingir nichos estão caindo drasticamente, fundamentalmente em empresas que oferecem serviços, cada vez mais realizados de forma digital;

  • Economia de abundância: Vivemos cada vez mais em uma economia de abundância ao invés de escassez. Os recursos de produção são cada vez mais baratos devido à migração de um mercado que oferecia produtos e que agora oferece serviços;

  • Crescimento da demanda por sustentabilidade: É preciso encarar sustentabilidade não só como uma agenda ambiental. É preciso perceber o aumento de pessoas doentes por conta do trabalho, o aumento do stress e a disseminação da intolerância, custos intangíveis que as pessoas pagam por um modelo de capitalismo que já se esgotou.

O mundo mudou. E a sua empresa? Com todas essas transformações no mercado, não faz o menor sentido continuar com o mesmo pensamento. Repensar modelos de negócio e gestão é mais do que necessário – é uma questão de sobrevivência.




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26 de fevereiro de 2012

A importância do fluxo de caixa nas MPEs- Parte II

A história de uma empresa é fundamental para aqueles que a gerenciam; relata todo seu desenvolvimento, seja ele positivo ou não. Existe uma frase bastante interessante que demonstra essa importância e que diz o seguinte: "A história julga só os resultados e não os propósitos." - Gregório Marañón. 
As intenções quanto as decisões tomadas são desprezadas; a história só dirá a você os resultados obtidos. Para as Micro e Pequenas Empresas, ou mesmo para aqueles que desejam iniciar um negócio, o fluxo de caixa é um ótimo contador de histórias. Mais do que isso, é uma ferramenta gerencial! Precisamos aprender que só existirá uma boa administração se houver mensuração, ou seja, medir o que se é feito através da leitura histórica dos números.
Então como implantar essa ferramenta de gestão? Precisamos, antes de tudo, conhecer as prováveis entradas e saídas do caixa da empresa. Isso é possível através do que chamamos de Contas a Pagar e Contas a Receber.

Contas a pagar: são as obrigações que a empresa possui. Ex.: contas de água, luz e telefone, de internet, pagamento a fornecedores, folha de pagamento, impostos, etc.
Contas a receber: são todos os direitos que a empresa possui. Ex.: recebimento de vendas a vista ou parceladas, restituições, etc.
O acompanhamento dessas informações é muito importante para um bom planejamento. Vejamos os exemplos:



    *As planilhas acima possuem dados básicos, cabendo ao gestor da empresa adaptá-las ao seu negócio.

Quando se implanta os relatórios acima, estamos tentando prever, ou seja, visualizar o futuro financeiro da empresa, verificar falta ou sobra de dinheiro e um determinado período. Por que esse estudo antes da aplicação do fluxo de caixa? Vamos pensar assim:

Caso 1: Um empreendedor abriu um negócio mas não sabe ao certo quanto será suas despesas mensais e muito menos a média da entrada de dinheiro para que seu sua empresa apresente continuidade.
Caso 2: Um empresário quer saber se terá dinheiro suficiente para comprar e manter uma moto com a finalidade de atender seus clientes mais agilmente.
Os dois casos acima necessitarão de uma previsão das entrada e saídas para que se verifique a disponibilidade de dinheiro para suprir tais investimentos ou adiá-los.
Observe agora o exemplo do fluxo de caixa:


Alguns pontos precisam ser ser ressaltados antes de começar a usar o fluxo de caixa:

  • Crie o hábito de registrar todas as movimentações financeiras ocorridas e a ocorrer. As ocorridas, no fluxo de caixa; e as que estão à ocorrer, no contas a pagar ou a receber.
  • Durante o decorrer do mês, os valores lançados no contas a pagar e a receber tendem a surgir no fluxo de caixa.
  • O fluxo de caixa é diário, podendo ter seus valores resumidos semanalmente, mensalmente, etc.
  • Dinheiro em banco carece muita atenção; são incididos sobre ele taxas, tarifas e encargos. Necessita de uma planilha semelhante ao fluxo de caixa (saldo em conta, depósitos, pagamentos, transferência, saques, etc), para verificação de seu saldo.
  • Os valores lançados no fluxo de caixa precisa ser realistas, ou seja, devem existir. Procure pedir nota fiscal de tudo e emita recibos; isso comprova que de fato entradas e saídas ocorreram.
  • Dê nomes aos seus lançamentos no fluxo de caixa. Ex: dia 01/02/2012 - Recebimentos - "pagamento a vista". Use essa mesma lógica  para o contas a pagar e a receber. Isso é muito importante para uma boa leitura das informações.
Até aqui podemos verificar que as planilhas contas a pagar e a receber são nada mais do que um fluxo de caixa que ainda não ocorreu! Por outro lado, o fluxo de caixa é justamente o acompanhamento dessas entradas e saídas junto ao caixa da empresa.
Uma boa análise do fluxo de caixa, com o auxílio do contas a pagar e a receber, pode revelar várias situações, como, por exemplo, programar-se para determinados pagamentos, evitar multas e juros, preparar-se para eventuais saldos negativos consecutivos no caixa devido a sozonalidade, verificar o momento certo para promover vendas com descontos (promoções), verifica se há a necessidade de se negociar dívidas junto a credores ou buscar empréstimos nas instituições financeiras, avalia o nível de inadimplência, verificar se o negócio está progredindo  e onde está tendo maior dispêndio de dinheiro na empresa, dentre outras já relatadas no primeiro post sobre fluxo de caixa.

Este tema é muito amplo e possui suas complexidades. Se houver o interesse no aprofundamento deste assunto, aconselho buscar informações sobre Gestão Financeira.
Estou a disposição para a responder a qualquer dúvida. 

Até mais ver!

Abraços. 
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22 de fevereiro de 2012

A importância do fluxo de caixa nas MPEs- Parte I



 

Gosto muito de comparar uma pessoa a uma empresa, afinal o que muda mesmo é apenas a nomenclatura “CPF” e “CNPJ”. Pessoas têm sonhos, desejos, ganhos, perdas, planos e escolhas, que sempre tem o intuído de alcançar o desenvolvimento pessoal e profissional. Não podemos negar uma coisa: tudo gira em torno do dinheiro. Você tem um sonho? Quanto é que ele vale? Quer satisfazer um desejo seu? Hum.. que tal sair para comer o seu prato preferido! Mas você sabe quanto irá custar?
Tudo gatos precisar ser suprido por um ganho, que na maioria das pessoas é o salário.
Percebe-se uma coisa nesta dinâmica entre receber um salário e realizar seus desejos. É a entrada e a saída do dinheiro, ou seja, cria-se um fluxo do dinheiro na qual chamamos de "fluxo de caixa". Encontramos aqui a real necessidade da análise desse fluxo que é a de responder a perguntas como: estou gastando muito? Estou gastando com coisas supérfluas? Até quanto eu posso gastar? Terei dinheiro para quitar minhas dividas?
Essa dinâmica também acontece com as empresas. O autor Dolabella (2002, p. 237), conceitua fluxo de caixa como “(...) um acompanhamento das entradas e saídas de recursos financeiros no caixa da empresa.”.
O fluxo de caixa é muito importante para as empresas e empresários, pois é um dos métodos de se avaliar um negócio, principalmente para as Micro e Pequenas Empresas que carecem desses recursos.
Empresas possuem gastos e ganhos, entradas e saídas de dinheiro; e o fluxo de caixa serve justamente para registrar esse histórico. Porque isso é importante? é importante, pois com ele é que se faz a elaboração de um planejamento financeiro.
Este planejamento está fortemente ligado ao que chamamos de orçamento de caixa. Segundo Gilmant (1997, p. 590), o “orçamento, ou projeção de caixa, é um demonstrativo dos fluxos de entradas e saídas projetadas de caixa da empresa, usado para estimar suas necessidades de caixa (...)”, ou seja, avalia se o negócio está gerando lucro ou prejuízo. Um ponto importante neste trecho é a palavra “projetar” que em outras palavras é “a previsão do que irá entrar ou sair do caixa”.
Tudo bem, tudo bem... mas o que isso representa para os empresários e as empresas? Significa que tendo uma projeção das entradas e saídas há uma chance enorme de verificar prováveis problemas ou se antecipar antes que eles ocorram. Em alguns casos, não é possível evitar a má situação, mas com certeza pode-se minimizar os impactos sobre as finanças das empresas.
Até aqui, de certa forma, só falamos em evitar problemas, isso é bom! mas agora vem o melhor; programar-se para o crescimento da empresa. Como já verificamos anteriormente, a fluxo de caixa serve para prever prováveis situações financeiras; e os lucros também se enquadram neste contexto. A lógica é: quanto mais se vende, mais entrada de dinheiro em caixa teremos. Consequentemente, para se ter lucro, é preciso uma boa manutenção dos gastos, ou seja, a saída do dinheiro.
Um dos principais indicadores de que uma empresa não está indo bem é ter um fluxo de caixa negativo, e isso leva sem sombra de dúvidas a sua falência e exalta a gestão do fluxo de caixa, servindo como monitoramento da saúde das organizações.
Certo dia eu ouvi uma frase bastante interessante que se pararmos para pensar ela faz bastante sentido: “só se constrói patrimônio poupando”. Se você quer crescer e se desenvolver economicamente não tenha dúvida. Comece a poupar! E de que forma as empresas poupam? De várias formas, claro. Mas destaco apena uma: investir o lucro da empresa na própria empresa.
O que percebemos e que muitos empresários retêm o lucro para eles. Não estou aqui julgando se é certo ou errado, o fato é que as empresas, principalmente aquelas que iniciaram suas operações, carecem desse lucro para se desenvolverem.
Onde o fluxo de caixa entra nesta historia? Planejando para que se tenha fluxos positivos ao longo dos meses e anos, dando continuidade a empresa e usando este “lucro” como fonte de financiamento para compra de mercadorias, de materiais para aumentar a produção, desenvolvimento de pessoal (isso muito importante) e até mesmo poupar para dias difíceis, como baixas nas vendas, crises e etc.
Um exemplo bastante simples para entender a importância do fluxo de caixa para as empresas é compara-lo a um “plano de voo” de um avião. A rota e o destino já estão traçados, bastando apenas evitar desastres. É ele que indica quais decisões precisam ser tomadas caso haja alguma turbulência na viagem.

O meu intuito neste estudo é levar a conscientização e a importância do fluxo de caixa para empresas e empresários como ferramenta de gestão. Em alguns casos usa-se erroneamente apenas para "empilhar" números sobre números, somado, subtraindo, usando todas as operações básicas da matemática ou simplesmente lendo dados ao invés de informações, estas, tão importantes quanto as vendas necessárias para a continuidade da empresa. 


No próximo post eu irei detalhar como implantar um fluxo de caixa.

Até a próxima!

Abraços.

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