8 de março de 2012

10 pontos importantes sobre finanças para MPEs

Freqüentemente, contadores e consultores especializados em pequenas empresas dizem que estas não prestam atenção suficiente ao fluxo de caixa, que é a medida da quantidade de dinheiro que realmente existe na empresa.

Desconfie dos grandes contratos

"Pequenos empresários aceitam grandes pedidos que acabam colocando a empresa em situações difíceis", alerta Ronald Lowy, chefe do departamento de administração de empresas de uma universidade. "Eles querem ganhar o grande contrato, mas não recebem antecipadamente dinheiro suficiente, nem têm reservas de caixa para pagar os trabalhadores e outras contas enquanto esperam pelo pagamento do cliente. Podem até exibir lucro em termos de provisão contábil, mas do ponto de vista do fluxo de caixa, isso não se repete."

Judith Dacey, contadora pública certificada, considera a demonstração de fluxo de caixa "provavelmente a ferramenta mais importante para indicar se a empresa está no caminho certo". Ela descreve como os membros do conselho de administração de uma organização sem fins lucrativos, por exemplo, não estavam cuidando corretamente dos demonstrativos de fluxo de caixa.

"Eles contratavam pessoas, gastavam dinheiro nas campanhas dos membros e faziam tudo isso usando o dinheiro que pensavam ter com base nos demonstrativos de lucros e perdas", recorda Dacey. "Não percebiam que o demonstrativo de lucros e perdas era uma provisão contábil, o que basicamente significa que você está lidando com promessas em papel de pagamentos futuros, e não com dinheiro que já está depositado no banco".
O conselho notou a dificuldade somente quando a organização teve um cheque devolvido por falta de fundos. Foi necessário demitir empregados e apertar o cinto para valer. "Aquilo poderia ter sido evitado se eles tivessem observado os demonstrativos de fluxo de caixa", sustenta Dacey. "É a demonstração de fluxo de caixa que diz 'olhem, sei o que dizem os números maravilhosos das perdas e lucros, mas este aqui é o dinheiro que entrou de verdade na conta e que está disponível para vocês'".
Uma demonstração de fluxo de caixa começa com a parte final da demonstração de perdas e lucros — a linha que mostra sua receita líquida. Vários ajustes então são feitos nesse número, inclusive reduzindo a receita com faturas registradas como receita e que ainda não foram pagas, incluindo a depreciação regressiva, considerando as contas que sua empresa ainda não pagou e vários outros ajustes. Não vou entrar em detalhes sobre a demonstração do fluxo de caixa — um bom programa de contabilidade que calcula perdas e lucros e balanços patrimoniais também pode fazer essa demonstração.

De olho nos 10 fatores mais importantes

Se você já estabeleceu uma forma de acompanhar o fluxo de caixa, pode prosseguir organizando e controlando 10 fatores financeiros da sua empresa. A lista é longa, mas não se assuste: assim como você fez com os demonstrativos de lucros e perdas, é possível aproveitar as vantagens de programas que automatizam o controle destas tarefas.

1- Quais são seus ativos?

Sim, sabemos que ativos são tudo aquilo que a empresa possui. Controlar a quantidade de equipamento, mobília, imóveis e outras posses deve ser tarefa fácil. Mas para ter uma idéia real do valor da empresa, também será necessário acompanhar as oscilações do valor desses bens. Não é incomum vermos pequenas empresas localizadas em imóveis que valem mais que o próprio negócio. (Será que todos temos esse problema?) Da mesma forma, também será uma boa prática verificar o declínio no valor (depreciação) de bens como computadores e móveis de escritório.

2- Quais são suas obrigações?

Mais uma vez, é uma tarefa aparentemente fácil — obrigação é que você deve. Mas suas dívidas nem sempre são óbvias como um boleto bancário. Impostos sobre a folha de pagamento são um tipo de obrigação que você pode adiar mensal ou trimestralmente, dependendo do tamanho da empresa. Empréstimos são uma obrigação clara, mas ao pagá-los é uma boa idéia controlar o quanto foi gasto no principal e nos juros.

3- Qual é o custo de produção daquilo que você vende?

Se você estiver comprando um item pronto para revenda, essa é uma tarefa relativamente fácil. Fica mais complicado quando é preciso calcular todos os fatores, como mão-de-obra, que integram a fabricação de um produto.

4- Quanto custa vender?

Publicidade, marketing, mão-de-obra, estoque e a categoria genérica da sobrecarga — é útil saber quanto custa colocar um produto no mercado, bem como o custo de sua criação.

5- Qual é a sua margem de lucro bruto?

Este cálculo é feito dividindo-se o total de vendas pelo lucro bruto. Se a margem de lucro bruto permanecer consistente ou tender a subir, é provável que você esteja ajustando os preços adequadamente para refletir as mudanças entre o preço pago e o custo da venda ou produção.
A possibilidade de identificar uma margem em declínio permite que você ajuste seus preços ou custos. Na pior hipótese, é claro, o lucro bruto e a margem bruta desaparecem totalmente. Nesse caso, você será como a pessoa que perdeu dinheiro em todas as vendas, mas imaginou que pudesse compensar no volume. Não siga esse caminho.

6- Como anda a relação entre dívidas e ativos?

Essa relação pode permitir que você conheça a quantidade de itens que existem na empresa e que pertencem à outra pessoa — seu financiador. Um aumento nessa relação pode ser um mau sinal — ele tanto pode ocorrer devido a uma grande expansão, como indicar que você está dando um passo maior que a perna.

7- Qual é o valor das contas a receber?

Esse é o montante que outras pessoas devem a você. Valorize a capacidade de controlá-lo: se as contas a receber estiverem aumentando, isso pode ser um sinal de que o pessoal que está comprando de você está começando a tropeçar. E isso é especialmente verdadeiro se as contas a receber, como porcentual do total de vendas, estiverem aumentando.

8- Qual é o tempo médio de cobrança das contas a receber?

Provavelmente, esta é uma das informações mais importantes para empresas em contenção de despesas, porque ela indica o tempo durante o qual você atuará como 'banqueiro' para seus devedores. Para calculá-lo, você precisará conhecer a média diária de vendas e dividi-la pelo número de contas a receber.

9- Qual é o valor das contas a pagar?

O outro lado das contas a receber. Um aumento nas contas a pagar pode simplesmente refletir uma política de alongamento do prazo de pagamento de contas, ou um número maior de compras. Mas um aumento não planejado ou gerenciado pode ser um aviso interno de que a estrutura financeira da empresa está enfraquecendo.

10- O que está acontecendo com o estoque?

Algumas vezes, até mesmo no mundo do negócio just-in-time, é uma boa idéia montar um estoque robusto.
Se os preços dos itens que você vende ou usa na produção estiverem relativamente baixos, pode fazer sentido investir algum dinheiro no estoque. Eu mesmo gostaria de ter estocado um tanque cheio de óleo para aquecedor na última primavera, quando o preço estava em torno de US$1 por galão.
A capacidade de controlar o estoque e de saber quanto tempo ele demora para ser vendido ou transformado permite identificar se o negócio está crescendo ou minguando. Essa capacidade também indica o valor que poderia ser usado em outros pagamentos e investimentos e que está atrelado a esses bens improdutivos.
O controle desses dez importantes fatores e o acompanhamento do fluxo de caixa são essenciais para a saúde da empresa; por isso, não tenha medo de procurar ajuda junto a profissionais e fornecedores de serviços.


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Como anda a imagem da sua empresa?


Começo este post perguntando a você quanto vale a imagem de sua empresa?
Talvez você não tenha idéia de quanto este assunto é importante para as empresas, sejam elas de grande ou de pequeno porte. A imagem empresarial é um patrimônio que não pode ser tocado, visto ou medido quantitativamente e precisa de muita atenção por parte das organizações. Uma boa imagem no mercado mantém bons relacionamentos com consumidores, fornecedores, e funcionários; e precisa ser perseguida e mantida a qualquer custo.
A imagem empresarial é formada através de alguns fatores-chaves na qual os mais diversos públicos percebem ser importantes, determinando para a empresa e mercado a sua reputação, ou seja, isso é percebido através do comportamento da empresas quando ofertam seus produtos, bem como sua venda e relação pós-vendas. Percebe-se que a reputação (positiva ou negativa) é construída através de uma corrente constante de ações junto a seus consumidores.
Uma sólida reputação é capaz de garantir às empresas um aumento na participação do mercado, menores custos com publicidade, propaganda, atrai profissionais talentosos e garante crescimento constante nos lucros, revelando de maneira clara como uma estratégia organizacional geradora de rendimentos futuros. Os empresários e administradores  precisam compreender que este patrimônio necessita ser monitorado. As notícias nos dias atuais se distribuem rapidamente através dos mais diversos canais, principalmente na internet, dificultando tal monitoramento e revelando tal importância.
O problema da má reputação começa a surgir quando as empresas não dão a devida atenção à seus consumidores, fornecedores e funcionários, quando surgem as famosas reclamações. Já relatamos no post “Seja você o padrão de qualidade” que a natureza natural do homem é de insatisfação, levando o surgimento de certas exigências por parte dos consumidores.
Existe um raciocínio que explica como se dá o surgimento da imagem organizacional. A teoria dos Jogos explica que o modo de agir de uma empresa no passado passa a ser acreditada como sua característica inerente, responsável por sua reputação presente e indicando como agirá no futuro. Sendo assim, evitar e/ou solucionar problemas levantados por aqueles que interagem com a empresa é fundamental para o desenvolvimento de uma boa reputação. Isso acaba por forma pensamentos positivos ou negativos a respeito das organizações e determinam que produtos ou marcas são confiáveis no mercado.
Algumas empresas como a Apple, a Coca-Cola, ou exemplos nacionais como, as Havaianas e a Netshoes, mostram tal obsessão por uma imagem empresarial. Todas elas mostram sucesso e usam sua boa reputação para se destacarem no mercado.
Minha opinião a respeito de uma boa ou má reputação está ligada diretamente a uma ação fundamental das organizações: A atenção com os clientes. É esta a variável que está fazendo toda diferença em qualquer negócio e que transmite ao mercado o quanto a empresa preza pela imagem organizacional. As empresas que citei como exemplos se destacam quando o assunto é dar atenção aos seus clientes. Principalmente em momentos pós-venda. 
Mas afinal, o que é a imagem? Vejamos o que diz Kotler e Andreasen:

“Imagem é a soma de crenças, atitudes e impressões que uma pessoa ou grupo tem de um objeto, uma pessoa, um lugar, uma marca, um produto ou uma empresa.”

Nota-se então que a criação de uma imagem é algo totalmente subjetivo, pode ser falsa ou verdadeira, imaginada ou real. O que é bom e perfeito aos meus olhos pode não ser para você. E claro que neste contexto cheio de subjetividade existem atributos-chave para uma boa reputação na qual empresas de renome no mercado utilizam. Vejamos: 
  • Habilidade em atrair, desenvolver e manter pessoas talentosas;
  • Capacidade de inovação (criatividade);
  • Solidez financeira
  • Responsabilidade com a comunidade e ambiental;
  • Valor como investimento a logo-prazo;
  • Qualidade do gerenciamento;
  • Qualidade de produtos e/ou serviços;
O primeiro ponto é vital, pois sem pessoas talentosas não existe desenvolvimento empresarial. A capacidade de inovação está relacionada ao desenvolvimento de novos produtos e serviços, bem como a procedimentos que facilitem a gestão. A solidez financeira te respalda principalmente com os credores, ou seja, bancos, fornecedores, funcionários, etc.; afinal, ninguém gosta de se relacionar com maus pagadores. A responsabilidade com a comunidade na qual a empresa está inserida e fundamental, trazendo renda e desenvolvimento para aquela região, sempre com o compromisso na preservação do meio ambiente, evitando desperdícios e reutilizando o que pode ser reaproveitado. A qualidade no gerenciamento e a qualidade de produtos e serviços estão ligadas fortemente. Só há bons produtos e serviços se houver uma boa gerencia; a aplicação de técnicas e procedimentos de forma correta garante a organização resultados que aparecerão com o aumento nas vendas.
Outra grande pergunta que podemos citar é: como medir e monitorar a imagem da minha empresa? Simples! Através de pesquisas que verificam o grau de satisfação dos clientes.
Você sendo o gestor de uma organização pode elabore um questionário para analisar como está sendo percebida a imagem de sua empresa abordando pontos como, por exemplo, atendimento pré e pós venda, se o produto ou serviço atendeu as necessidade do cliente, se os fornecedores e funcionários estão satisfeitos com a empresas, etc.
A questão principal de tudo isso é sempre buscar o quanto antes o desenvolvimento e/ou a manutenção da imagem empresarial. Se sua empresa está sendo vista de forma negativa pelo mercado, recebendo várias reclamações, atente para isso e busque solucionar tais problemas. Mas se sua empresa encontra-se com uma imagem positiva no mercado, use-a para buscar uma maior participação no mercado e se diferenciar de seus concorrentes; afinal... imagem é fundamental.



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4 de março de 2012

A importância do RH nas MPEs




Li uma certa vez que os micro e pequenos empresários vivem apagando incêndios, ou seja, são eles que vão resolver todos os pequenos problemas que aparecem, além de cuidarem da gestão de toda a empresa, correndo atrás de fornecedores, bancos, clientes e outras coisas. Eles então não têm tempo de se preocupar com questões que parecem menores, como o fortalecimento de um setor de recursos humanos, além de que isso lhes custaria muito caro e provavelmente é um investimento que eles não estão dispostos a fazer nesse momento, por diferentes motivos.
Porém, uma coisa que devemos levar em consideração é que em uma empresa de pequeno porte o cuidado com as pessoas deve ser algo muito importante. No nosso atual sistema social, acredita-se que se prende um funcionário no trabalho com o medo do desemprego ou com a ameaça de que “sempre tem alguém que pode trabalhar no seu lugar”. Pensa-se que dessa forma o empregado vai ficar dócil e obediente, com medo de ser mandado embora. Recupera-se aqui antigas concepções de Maquiavel, mesmo que sem querer, onde um líder (ou o príncipe, como dizia o filósofo) deve liderar pelo medo.
Mas hoje sabemos que não devemos tratar as pessoas assim, porque isso não é garantia de que ele ficará na empresa. É por isso que muito empresário teme em investir em seus funcionários, porque teme que eles possam trabalhar para a concorrência. Mas se o empresário cria um clima de medo em sua empresa, é muito provável que isso possa acontecer sim. E é por isso que o empresário de pequeno porte precisa pensar em uma boa gestão de recursos humanos para a sua empresa.
Isso não quer dizer que ele precise contratar uma pessoa especializada em recursos humanos para cuidar disso para ele. Mas quer dizer que o empresário precisa pensar que um custo em recursos humanos é mais um investimento que lhe trará retornos e acrescentará no valor da sua empresa.
Investir em recursos humanos também não quer dizer ter um departamento que cuide dos recrutamentos, seleções, contratações, treinamentos, avaliações e demissões, até mesmo porque em uma empresa de pequeno porte essas questões não são tão rotineiras assim.
Investir em recursos humanos quer dizer ter um olhar mais cuidadoso com as pessoas que trabalham em sua empresa, é criar um ambiente de trabalho onde todos se sintam em casa, se sintam confortáveis e com vontade de voltar lá no dia seguinte, não só pelo salário ou pelas obrigações, mas porque eles realmente gostam do que fazem e onde fazem.
Investir em recursos humanos quer dizer adotar uma postura de liderança autorizada e não autoritária, onde os funcionários e empregados recorram ao lider como alguém que realmente sabe o que fazer e não como alguém que quer as coisas feitas.
Investir em recursos humanos é treinar e capacitar seus funcionários, ao mesmo tempo que se tem um bom plano de carreira, que o funcionário se veja crescendo junto com a empresa.
Investir em recursos humanos é investir no crescimento da própria empresa, já que ela só vai crescer se as pessoas nela crescem também.


Autor: Bruno
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