21 de março de 2012

10 dicas para contratar e manter bons funcionários

 Contratar bem é a alma de um bom negócio; manter os talentos é o desafio! Todas as decisões que são tomadas pelas empresas construirão o seu próprio futuro; e o recrutamento e seleção de pessoas não fica de fora de tais ações. São as pessoas que desenvolvem o sucesso ou o fracasso de uma organização, tornando este processo muito importante para a eficiência e eficácia das organizações.

Segue uma lista de dez dicas que facilitam o processo para contratar e manter bons funcionários:


1. Identidade


O primeiro passo é ter segurança do que é a sua empresa. Como ela funciona? Ela ocupa o lugar certo no mercado? Danilo Nascimento, diretor da consultoria BPC PME, diz que “achar alguém certo é achar alguém com a cara do negócio”.  Por isso é essencial definir que cara é essa. “Você só vai conseguir montar a equipe perfeita para a sua empresa quando tiver clareza do que ela é”, complementa Nascimento.

2. Competências

Outro aspecto importante é definir as competências que o seu negócio precisa ter para atingir os objetivos propostos. A dica do professor Antônio Paulo Lage Terassovich, da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP), é mapear as competências que já existem, quando a empresa já estiver aberta, ou defini-las ainda no projeto.
É preciso ter humildade e ser crítico para saber o que não vai bem e precisa melhorar. O próximo passo é ir atrás dos profissionais que tragam as habilidades que faltam.

3. Seleção

É preciso pensar bem no formato da seleção, que pode ser feita dentro da própria empresa, por algum profissional de recursos humanos, ou de maneira terceirizada. Uma boa opção é contratar uma consultoria, que faz quase todo o processo, desde a atração até a triagem dos candidatos, deixando para o cliente apenas a palavra final.
A vantagem é que a seleção é feita por profissionais especializados, e o custo pode ser negociado, adequado ao perfil do contratante.

4. Escute mais do que fale

Algumas empresas de recursos humanos oferecem gratuitamente o serviço de atração do candidato, mas as entrevistas e testes devem ser feitos pelo próprio interessado. Se a empresa não tiver um profissional de RH e a seleção for feita pelo próprio empreendedor, é preciso cuidado na hora de preparar a entrevista.
Faça perguntas abertas, que deixe a pessoa falar. “Escute mais do que fale. Perguntas do gênero ‘como você é’ ou ‘conte-me sobre seu histórico profissional’ permitem verificar coisas essenciais, como o conhecimento da língua portuguesa, que em vagas com atendimento ao público é decisivo”, exemplifica Terassovich.

5. Conhecimento técnico

Nem sempre quem entrevista entende das funções do profissional que procura. Estude o currículo de seu candidato, tenha perguntas prontas sobre suas experiências e funções específicas. Uma dica é observar a terminologia que a pessoa usa, isso mostra que ela é do ramo ou não.
“O conhecimento técnico é a parte mais fácil de  avaliar durante a seleção”, diz Nascimento. Faça uma pergunta atrás da outra, sem pausa para que o candidato pense muito. Se alguma das experiências descritas no currículo não for verdadeira, ele vai se entregar nas respostas.

6. Valorização

Se funcionário e patrão ficam satisfeitos com o trabalho, é um grande sinal que a pessoa certa foi contratada.  “Quando uma pessoa está exercendo uma função que gosta e vê resultados em seu trabalho, a motivação é intrínseca”, diz Terassovich. O funcionário fica motivado, rende mais e pode crescer. 
Demonstre boa vontade em recompensar o bom desempenho, e vá além do tradicional aumento de salário. Estude as possibilidades de sua empresa oferecer uma promoção, viagens, benefícios extras, como um upgrade no plano de saúde, ou pagamento de cursos universitários.

7. Feedback

Quando estiver infeliz com alguma atitude, diga isso imediatamente ao funcionário. E quando estiver feliz, também. O feedback, que é mostrar ao profissional o que ele acerta e erra, é um método direto e simples de avaliação e pode ser aplicado diariamente. Tenha cuidado com a forma de falar, que não pode causar constrangimento.
O funcionário deve entender que seu trabalho é acompanhado e respeitado. Se aplicado corretamente, o feedback evita que erros se acumulem e  estimula que boas ações se repitam.

8. Transparência

Manter um modelo de avaliação que seja transparente não deixa dúvidas entre os funcionários de como está o desempenho de cada um. Assim, todos saberão os motivos exatos de estarem ganhando bônus ou aumento, quem vai ganhar mais por que teve melhor desempenho, e vão tentar repetir as ações premiadas. Transparência também é importante para que o funcionário não se sinta injustiçado e vá procurar valorização na concorrência.

9. Ambiente profissional

Fofocas e intrigas também frequentam as empresas e podem deixar seu funcionário desestimulado. Preste atenção em como está o clima entre as pessoas. Ser transparente em suas ações e na avaliação dos funcionários ajuda a manter o clima bom.
Ser direto e educado ao falar com todos os empregados também colabora para um clima leve. Evite brincadeiras se não houver intimidade suficiente entre você e as pessoas presentes na sala, para não causar mal entendidos.

10. Postura

O empreendedor deve aproveitar a estrutura da pequena e média empresa para se aproximar dos funcionários, fazer com que eles se sintam parte importante da empresa, e que eles consigam vê-la como um todo. É dando o exemplo de como seria um funcionário ideal que o empreendedor mostra aos seus funcionários o que fazer.
“Ninguém é um número na pequena e média empresa e isso dá dignidade, faz com que a pessoa se sinta parte importante do processo. O empresário precisa fazer o funcionário sentir-se parte da história”, aconselha Terassovich.





 
Fonte: Estadão MPE
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18 de março de 2012

Conceituando Marketing



Grande parte da população e até mesmo certos empresários tem dificuldade em dar um conceito bastante significativo a respeito do marketing. Esse problema surge quando usamos ou percebemos o marketing de forma parcial, em pequenos pedaços, diante de um conjunto de características que ele possui. Termos como publicidade, telemarketing (call center), merchandising, anúncios, panfletos, etc, estão constantemente no dia-a-dia das pessoas e das empresas, o que deixa ainda mais complexo o entendimento conceitual do marketing, juntamente com algumas afirmações: “isso é puro marketing”, “que jogada de marketing fez aquela empresa..”, que também ajudam a dificultar seu significado.
Vamos começar definindo o que não é marketing. Publicidade, telemarketing, textos de divulgação que o gerente de marketing desenvolve, o trabalho do assistente de marketing quando desenha folhetos com anuncio de preços; tudo isso e mais um pouco não é marketing. Os termos citados são apenas fragmentos do que realmente é o marketing, ou seja, são as ferramentas na qual se desenvolve a ação do marketing.

Segundo a American marketing Association, “marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem criação, comunicação e entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado”.

Fernando Dolabela (1999, p. 147), conceitua marketing como um “(...) processo de planejamento de uma organização que busca realizar trocas com o cliente, cada um com interesses específicos : o cliente quer satisfazer suas necessidades; uma empresa quer gerar receita.”

Ageu Barros (2005, p. 24), disponibiliza um conceito bastante simples na qual retrata o cotidiano de todas as organizações. Ele diz que “Tudo aquilo que a empresa deixa o cliente perceber é marketing.”

Para complementar este conceito, Philip Kotler diz que o “marketing é o processo de planejar e executar a concepção, a determinação do preço, a promoção e a distribuição de idéias, bens e serviços para criar negociações que satisfaçam metas individuais e organizacionais de forma lucrativa”.

Podemos resumir o marketing em apenas uma palavra: troca. É através do marketing que a empresa se comunica com o mercado e seus clientes! Essa comunicação seria mais ou menos assim: “olá freguês! Eu sou a empresa “x” e estou oferecendo essa linha de produtos e/ou serviços, que por sinal são de ótima qualidade! Não gostaria de experimentar? Sei que não irá se arrepender!”; ou seja, é através da disponibilidade de um bom ambientes de troca, que envolve o produto, preço, as promoções e seu ponto de venda.
É bastante interessante o conceito do autor Ageu Barros quando diz que o marketing é tudo que o cliente percebe sobre as empresas. Isso é uma realidade verídica! A limpeza de um banheiro, o tamanho da loja que vende o produto, as estratégias de preço e de descontos, a escolha do ponto de venda, a posição do produto na gôndola, o tamanho e o design da embalagem, a maneira como o motorista do caminhão pintado com as cores da empresa dirige, o tipo de couro usado para fabricação de um sapato, a voz e a forma com que telefonista que atende os telefonemas, a velocidade na qual a entrega é realizada, o atendimento pós-vendas, as garantias oferecidas ao produto ou serviço, etc; tudo isso é fazer marketing.
Citarei algumas questões na qual o marketing tem como responsabilidade:

  • Investigar novos nichos de mercado;
  • Identificar o perfil dos clientes;
  • Buscar novos produtos que proporcionem vantagem em relação à concorrência;
  • Criar e manter serviços personalizados aos clientes, de modo a manter um relacionamento de longo prazo entre a empresa e seus consumidores;
  • Utilizar adequadamente ferramentas como propaganda, promoção de vendas, etc;
  • Realizar e interpretar pesquisas de mercado;
  • Manter diálogo com as pessoas que lidam com os clientes.

O marketing tem como função ajudar as empresas a perceber se há a necessidade de promover mudanças. Vivemos em um ambiente empresarial totalmente dinâmico, movido pelas necessidades e desejos das pessoas. O diferencia está em atender de forma mais ágil tais necessidades e desejos dos clientes e desenvolver um bom ambiente de troca, onde empresa e fregueses lucrem com com a mesma.


O próximo post irá tratar de como fazer o marketing através de seu composto.





Abraços!





Fontes: BARROS, Ageu. Gestão Estratégica nas pequenas e médias empresas. Rio de Janeiro, 2005.


DOLABELA, Fernando. O segredo  de Luísa. São Paulo: Cultura Editora Associados, 1999.


LAURA, Figueira, CHERMONT, João, GONZALES, Cristina. O que é marketing. In:____Marketing a teoria em prática. Rio de Janeiro, 2009.


MINADEO, Roberto. 1000 perguntas - Marketing. Rio de Janeiro, 2005.
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Como criar projeções financeiras confiáveis

Reajuste de aluguel, água e luz, aumento de salário dos funcionários, mudanças nas taxas de câmbio e na incidência de juros sobre produtos. Esses e outros fatores fogem ao controle do empresário, mas o afetam diretamente. No entanto, estratégias para lidar com todos esses itens, bem como, simplesmente, prever a quantidade de dinheiro no bolso ao fim de um período, dependem da saúde financeira do negócio.

É comum entre pequenos empreendedores, muitas vezes focados na parte técnica do negócio, não dar importância à projeção de finanças.
Com isso, surgem probelmas causados por projeções incertas e muito distantes da realidade do negócio. Isso pode causar dificuldades como estourar a conta ou não ter dinheiro para pagar um fornecedor, que poderiam ser evitadas com um simples planejamento.
“Se traçar custos e gastos com antecedência, o empresário consegue negociar prazos de pagamento e criar uma menor dependência de recursos de terceiros. Além disso, é possível tomar decisões sobre estratégias de cabeça fria, sem pressa”, destaca o consultor Márcio Iavelberg, da Blue Numbers consultoria empresarial.
Para o consultor do Sebrae-SP Luís Lobrigatti, a projeção funciona como uma bússola que guia o caminho da empresa e, por isso, deve ser muito bem feita e confiável. “O planejamento indica como vai vender, atender o cliente e qual o prazo que vai dar para pagamento e entrega. Toda a funcionalidade da empresa estará atrelada a essa projeção e evita que o empresário fique à mercê dos acontecimentos”, diz Lobrigatti.
Ou seja, fazer uma previsão financeira o mais próxima possível da realidade é fundamental para minimizar riscos de falência, além de reduzir a incerteza com relação às tomadas de decisão.
A principal recomendação é ser criterioso e ter bom-senso. “Projeção é um número incerto, baseados no histórico e validados em função da percepção do mercado, mas que deve estimular o trabalho para ser atingido”, destaca Lobrigatti. Além disso, é essencial ser sincero no momento de prever os custos e também as vendas. Caso possível, pode-se, inclusive fazer uma projeção mais favorável, outra para um cenário pior e, mais uma, projetando uma estabilidade.
De acordo com o consultor Márcio Iavelberg, o fluxo de caixa é um método que funciona como uma previsão detalhada e se baseia em definir as entradas e saídas que a empresa terá. “Com base em itens como faturamento passado, o que ainda se tem para receber e gastos fixos, consigo projetar se terei dinheiro ou não”.
Lobrigatti explica que o empresário deve levar em consideração a previsão de vendas, compras e gastos fixos. “Essa é uma forma de iniciar a projeção, pensando toda a empresa num período futuro”. O empreendedor junta o que vai receber de vendas nos próximos 3 ou 6 meses com o que já fez de compras e precisa pagar. “Uma atenção especial à inadimplência dos clientes. É bom calcular a média de atraso nos pagamentos para se programar também em função disso”.
Além de vendas e compras a realizar, o empreendedor deve considerar os custos com estoque, funcionários, impostos, seguros, entre outros. Também deve-se planejar investimentos como troca de frota de veículos ou equipamentos de informática. “Mas tudo dentro da capacidade da empresa, do que ela pode assumir de dívida e em quanto tempo terá que financiar para pagar.”
Levando em considerção o histórico do negócio, faz-se uma projeção dos próximos meses. “É um pouco menos detalhado que o fluxo de caixa, porque não considera todas as receitas e despesas diárias, mas o mês inteiro”, detalha Iavelberg.
Luís Lobrigatti ressalta a importância de se fazer projeções realistas. “Se o ritmo de vendas está em declínio, não é que se deva projetar diminuições, mas pensar em soluções para resolver isso”. Outro ponto que ajuda a tornar o planejamento mais real é considerar o cenário do segmento em que a empresa atua. 




Fonte: Exame
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