29 de outubro de 2015

O que é o bootstrapping?

O mundo moderno impõe situações complexas aos negócios. E uma delas, creio que seja a central, é a escassez de recursos financeiros; e pela lógica, não se vai muito longe sem dinheiro.
E eis que surge o bootstrapping!
O termo significa "alça de bota", que é uma pequena fita que auxilia a forçar a bota à ser calçada nos pés. Mas para os negócios significa "auto-suficiência financeira", ou em outras palavras, levantar a si próprio ao ponto se sobreviver aos primeiros anos ou meses de vida.
Essa técnica é muito utilizada por empresas no início de suas atividades (startup) devido a ausência de volumosos valores financeiros. Empresas como a Dell, HP, Apple e eBay, usaram o bootstrapping para alavancar seus negócios no início de suas atividades, lutando contra a descapitalização.
Para que funcione de forma eficiente, o bootstrapping necessita de um modelo de negócio correto e alinhado, além da priorização do fluxo de caixa contínuo. Digo isso porque muitos negócios são "supervalorizados" quanto às suas projeções financeiras de receita e lucratividade.
Em que contexto utiliza-se essa técnica? vejamos:

  • Baixo capital inicial;
  • Prazo para vendas menor que 30 dias;
  • Prazo de pagamento menor que 30 dias;
  • Propaganda boca a boca.

Em resumos, é esticar prazos para pagamentos aos fornecedores e reduzir o prazo de pagamento dos clientes. Quanto melhor for este processo, mais recursos de curto prazo haverá para reaplicá-lo ao negócio.

O objetivo do bootstrapping não é acúmulo de "contas à receber" e sim um aumento de recursos no caixa do negócio.
É muito importante que o modelo de negócio esteja voltado para o cliente, ou seja, um nicho de mercado bastante definido e ávido e desejoso pela solução que o seu produto/serviço trará a eles.
Outro ponto a ser destacado é que o processo de bootstrapping não está focado com os aspectos menos importantes quanto ao início das atividades de um negócio, como espaço, móveis, equipamentos de escritório, etc. O foco está em desenvolver produtos/serviços, vender e receber os pagamentos.
A priori, essa técnica não será permanente. Terá a sua utilização até alcançar uma maturidade de vida em que o negócio se encontrará estável, ou seja, livre de risco iminente de falência ou fechamento das atividades. O empreendedor saberá o momento certo de passar para um outro nível de gestão.




Referências: 

KAWASAKI, Guy. A arte do começo. 3ª ed. Rio de Janeiro: BestSeller, 2010.




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17 de abril de 2014

A origem das reclamações

Depois de alguns meses de ausência... estamos de volta. Deixando minhas sinceras desculpas aos visitantes que, com razão, desejam informações novas e relevantes para seus negócios e estudos.
Bom, vamos ao caso!
O ser humano é exigente e possui necessidades e desejos infinitos, esperando que alguém (empresa) para sanar tais problemas. Nesse grande mundo,  cheio de produtos e serviços, exste um direcionador que veio para afirmar ou refutar aquilo que as organizações disponibilizam no mercado. Tal direcionador se chama "reclamações".
Quando as expectativas mínima dos consumidores não são alcançadas, ou seja, quando seus problemas não são solucionados de forma eficiente, surge então as reclamações. A qualidade não se contenta com o malfeito, procura atender e ir além das expectativas esperadas, atende o desejo e desenvolve-se no contexto das exigências, em outras palavras, a qualidade protege a empresa dentro de seu mercado.
De certa forma - as reclamações - para empresas que procuram a qualidade nos produtos/serviços, fazem parte do processo do aprimoramento e desenvolvimento de uma organização. Elas são importantes a medida que uma empresa dá importância à ela! Isso significa TER respeito aos seus consumidores e estar em um  contínuo crescimento e evolução.
E, para que exista um produto e/ou serviços, há um emaranhado de processos para sua criação, como, por exemplo, as pesquisas, montagem/criação, testes avaliativos até chegar a sua implementação e venda, utilizando-se dos mais diversos equipamentos e pessoas para que necessidades/desejos sejam sanadas.
A origem das reclamações acontecem em duas situações. Ou o problema está no PROCESSO ou no PRODUTO/serviço.
É muito importante saber de onde surgem as reclamações para que haja o direcionamento de esforços - recursos financeiros, pessoas, aquisições de equipamentos, pesquisa mercadológica, etc - a fim de eliminar o problema.
Quando as reclamações estão já estão instaladas ou começando a evoluir, para as empresas e seus dirigentes resta apenas uma situação (me refiro a decisão sensata), que é solucionar o problema, o defeito, as reclamações. Vejamos: 

Caso 1 - se uma empresa possui um bom produto/serviço, suas reclamações tendem a existir em seus processos de venda, pós-venda, manutenção, etc, ou seja, sua relação com os clientes.

Caso 2 - se uma empresa possui bons processos, suas reclamações tendem a acontecer no contexto dos produtos/serviços que não atender corretamente as necessidade/desejos.

Pergunta: e quando a situação envolve as duas situações? 
Resposta: o caso é sério!

Os certificados ISO são um exemplo clássico de monitoramento e correção de processos que agregam valor aos produtos/serviços, assim como as pesquisas de marketing, que procuram ouvir os clientes e melhorar a percepção dos produtos/serviços pelo mercado.
Em resumo, a qualidade deve ser perseguida pelas empresas por meio da correção/prevenção de erros pois reclamações corroem a imagem das empresas, há a perda de posicionamento no mercado, abertura de processos judiciais e até mesmo perca de boas margens de lucro.
Esse pensamento, que distingue o surgimento das reclamações sob duas óticas, em nenhum momento descarta a complexidade que circunda a solução necessária para sanar as reclamações e muito menos tem o intuito de separá-las, haja vista que grande parte dos processos de uma empresa são sistemáticos e precisam ser reparados de tal forma.
O foco aqui é dar o direcionamento para encontrar a causa das reclamações e solucioná-las.

O post está aberto à você que queira acrescentar algo e/ou questionar.

Abraços!
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22 de janeiro de 2013

Ouça o chamado do Empreendedorismo

Do que é feito o empreendedor? Empreendedores já nasceram predestinados? Uma pessoa normal pode, de repente, acordar empreendedor?


Acredito que todos nós nascemos empreendedores, e que cada um de nós passa por circunstâncias na vida que podem fazer nosso lado empreendedor se manifestar. Estas circunstâncias podem ter as mais diversas naturezas, são os ‘chamados’ para empreender. Pode ser um curso que você fez, pode ser um amigo que o influenciou, pode ser um trabalho bem feito, os ‘chamados’ surgem de qualquer lugar. Muitas vezes nem notamos, outras vezes não seguimos. Mas, às vezes, é tão forte que não conseguimos ignorar. Para Jorge, este chamado foi uma ideia. Ela surgiu durante o seu trabalho, como se fosse uma anunciação divina. No começo, só um insight, uma semente, uma possibilidade remota que aos poucos foi crescendo, se tornando mais clara, até que ele não conseguia mais dormir, era só a ideia que ocupava sua mente, cada vez com mais detalhes, cada vez mais clara. Quanto mais evidente e óbvia, maior era sua ansiedade e seu desejo de torná-la realidade.
Só que Jorge era um lixeiro, sem ter sequer completado o ensino médio, sem dinheiro, sem nenhuma influência familiar para ser algo grande na vida. Para ele, sua vida se resumia a acordar às 8 da noite, jantar, ir para o trabalho e passar a madrugada recolhendo lixo nas ruas, para depois voltar para casa, brincar com o filho pequeno, almoçar e voltar a dormir. Tinha um salário para viver uma vida simples e humilde e não tinha nenhuma aspiração de carreira. A ideia surgiu numa noite, quando prestou um pouco mais de atenção ao seu mecânico trabalho de coleta de lixo. Era um processo simples, quase todo automatizado. Em algumas cidades, o sistema de coleta de lixo funciona da seguinte maneira: em cada quarteirão existe uma grande caixa de plástico, com tampa e dotado de rodinhas, na rua, encostada no meio-fio. Para jogar o lixo, as pessoas vão até esta caixa, abrem a tampa e depositam seus sacos de lixo lá dentro. De madrugada, os caminhões passam pelas ruas e param ao lado de cada uma destas caixas. O lixeiro só tem o trabalho de empurrar a caixa para conectar a um dispositivo na traseira do caminhão, quando então este dispositivo é acionado, levanta e vira a caixa para que a tampa se abra e todo o conteúdo escorregue para dentro do caminhão. Depois de vazia, a caixa volta à situação inicial, o lixeiro a destrava e a recoloca no seu lugar na rua. Em seguida, o caminhão se dirige ao próximo quarteirão e todo o processo se reinicia.
As semanas se passavam e Jorge já não aguentava mais aquela ideia martelando a sua cabeça, cada dia mais forte, mais insistente, mais cheia de detalhes que o convenciam que a ideia era boa. Pois uma noite, ele teve coragem e humildemente pediu ao seu supervisor para autorizá-lo a sair naquela noite com uma caixa vazia já conectada ao caminhão. Não se sabe porque o supervisor de Jorge autorizou aquela mudança de procedimento, até porque Jorge nem sabia explicar o que queria fazer. Quando chegou ao primeiro quarteirão, ele destravou a caixa vazia, colocou-a no lugar da caixa cheia e conectou a caixa cheia no dispositivo. Então, mandou o motorista seguir e enquanto o caminhão se movimentava ele acionou o dispositivo para esvaziar a caixa. Ao chegar ao quarteirão seguinte, a caixa já havia sido esvaziada e Jorge então troca novamente a caixa para reiniciar todo o ciclo. A simples ideia de Jorge de usar o mesmo tempo de esvaziamento da caixa para o deslocamento do caminhão fez sua equipe encerrar o trabalho todo na metade do tempo que os outros colegas normalmente levam. Logo sua ideia foi implantada em todas as equipes de coleta e Jorge ganhou um aumento no salário.
Não sei o que aconteceu depois com Jorge. Talvez tenha ficado muito orgulhoso, mas não tenha feito mais nada diferente depois. Pode ser que aquela primeira experiência o estimulou a trazer novas ideias para a empresa. Pode ser que tenha se tornado um empreendedor no setor de serviços públicos. Só sei que ele resolveu ouvir o chamado e não se arrependeu. E você, está ouvindo o chamado do empreendedorismo? Se já for empreendedor, tem valorizado os intraempreendedores da sua equipe?




Autor: Marcos Hashimoto
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Planejamento Anual - Orçamento

O início do ano é a época mais propícia para pensar nas novas oportunidades que o seu negócio pode alcançar. Esse é o momento perfeito para descobrir quanto de lucro você deve esperar da empresa, quais são as áreas que necessitam de investimento, quanto você irá gastar durante o ano e, mais que isso, é a hora ideal para mostrar aos seus fornecedores e clientes que sua empresa está em franco desenvolvimento.
Mas, descobrir todas essas informações é mais trabalhoso que parece. Isso exige a capacidade de olhar para o futuro. Você deve saber onde está e onde pretende chegar. Deve descobrir quais são os seus objetivos e quanto tempo precisará para alcançá-los.
Nesse momento, no entanto, grande parte dos empresários esbarra em um ponto comum: o orçamento. Esse é um dos principais obstáculos para que uma empresa alcance os seus objetivos. Por isso, é fundamental planejar, antes de tudo, o seu orçamento anual.
Uma boa saída, nesse caso, é criar diferentes cenários. Procure trabalhar com uma previsão normal, um cenário de crescimento acima do previsto e um cenário pessimista. Assim você poderá ajustar suas políticas internas conforme as situações forem se alterando. Veja 3 dicas úteis:

Como montar um orçamento anual: 1. Defina o preço médio


Defina o orçamento anual da sua empresa se concentrando em três variáveis: preço, quantidade e custo. Se você não controla os preços na sua empresa, procure avaliar o seu mercado. Faça uma análise do comportamento da concorrência e verifique as tendências de mercado. Os preços são sazonais ou sofrem influência da taxa de câmbio? São voláteis? Questione-se com essas e outras perguntas a respeito e defina um preço médio de referência para a criação do seu orçamento.

 
Como montar um orçamento anual: 2. Preveja as vendas


Ao contrário da definição de preços, que depende das variáveis do mercado, para prever as suas vendas você precisará avaliar o ambiente interno. Atente-se a detalhes como a capacidade de distribuição ou produção da sua empresa, o número de empregados, etc. Isso não quer dizer que você pode deixar os dados de mercado de lado. Identifique dados históricos e taxas esperadas de crescimento do mercado no qual atua. Aqui você também deve se questionar: existe a possibilidade de demandas maiores ou menores que o esperado? A empresa pode suprir um surto na demanda? Existe sazonalidade nos dados históricos? Você precisará estar atento a cada detalhe.

Como montar um orçamento anual: 3. Reveja custos


Uma vez que você já tem informações como o quanto vai cobrar por seu produto e quanto espera vender, é hora de descobrir quanto você pretende e/ou pode gastar ao longo do ano. Essa informação resulta, em parte, da previsão de vendas e, por isso, deve estar alinhada aos cenários que você construiu na etapa anterior. Mas você vai precisar de mais detalhes. Lembre-se de que dentro de um orçamento anual, o orçamento de investimentos e financeiro representam custos que não têm relação com as vendas presentes. Isso significa que eles estarão separados da previsão de custos diretos de produção. Além disso, mantenha em mente a importância do orçamento de investimentos, no qual estarão descritas todas as estratégias para o crescimento da empresa a médio e longo prazo.










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8 de novembro de 2012

Descobrindo o trabalho em equipe

Existe uma vasta gama de artigos, manchete de revistas e referências bibliográficas quando o tema é "trabalho em equipe". Nas entrevistas de emprego e treinamentos empresariais, o que mais se vê são os gestores de Recursos Humanos, Psicólogos ou até mesmos os próprio dono do negócio buscando essa tal qualidade: fazer com que seus colaboradores trabalhem em equipe. A história da Humanidade nos mostra que sempre fomos bem sucedido trabalhando em equipe. 
A milhões de anos atrás o homem caçava em grupos e viviam com melhor qualidade de vida quando se aglomeravam em tribos ou clãs. O fato era sobreviver e superar desafios - ecasses de alimentos , defender-se das guerras ou até mesmo sair à batalha para conquistar novos territórios.
Hoje, o mundo moderno é marcado por uma característica. A individualidade. Somos treinados para isso! Escolas, empresas, família, todos eles no ensinam que precisamos alcançar NOSSOS objetivos, o SEU objetivo. Nada contra, isso é saudável sim! Mas o que precisamos descobrir é ate que ponto eu e você conseguimos trabalhar individualmente sem comprometer nosso desempenho.
Por sua vez, as empresas precisam de seus funcionários para alcançar seus objetivos, indivíduos precisam das empresas para obter renda e uns dos outros para terem o que desejam. 
Penso que administradores, coordenadores, gerentes e donos de negócios que possuem um caráter egoísta não se sustentarão e empresas egoístas que pensam apenas no lucro não terão continuidade no mercado. É instintivo do homem perceber se o seu semelhante ou uma empresa está em um estado egoísta.
Um dos papéis que os gestores possuem, e que qual deveriam gastar bem mais tempo com esta questão, é a de analisar as pessoas com quem trabalham. Conhecer de fato como a sua equipe de trabalho se comporta, se é produtiva, e se são unidos para alcançar os objetivos e metas do negócio. Perguntas como: o que cada um de meus colaboradores possui de melhor? quais seus pontos fortes? quais seus pontos fracos? quem se desenvolve com mais rapidez? quais os que possuem maior dificuldade? quem se adapta com maior facilidade? que tipo de equipes eu possuo? trabalhamos como uma equipe? até que ponto? etc, devem ser instigadas pelo líder.  Gosto muito de um conceito de Peter Druker (1992) que fala sobre tipos de equipes. Ele usa metaforicamente equipes que atuam nos esportes. Usa uma equipe de beisebol, uma time de futebol e uma dupla de tênis. Cada grupo possui sua estrutura própria, cobrança e comprometimento exigido de seus membros, pontos fortes e fracos, limitações, exigências e como se deve ser utilizado (otimização de desempenho).

• Equipe de beisebol: cada jogador é um especialista na sua posição, jogam “na” equipe e não “como” equipe, possuem posição fixa. Como exemplo, temos a linha de montagem de Henry Ford ou uma sala de cirurgias. Não se tem a flexibilidade de terceiros auxiliarem no trabalho do outro.

• Time de futebol: jogadores possuem posições fixas, jogam como equipe. Como exemplo, temos a montadora japonesa Toyota, que todos os seus departamentos (marketing, projetos, finanças, produção, P&D, etc) trabalham de forma paralela, dependentes uma das outras.

• Dupla de tênis: jogadores possuem posições primárias ao invés de fixas. “Cobrem” os companheiros de equipe conforme seus pontos fracos ou ajustando-se conforme as exigências do “jogo”. Como exemplo, temos funcionários ou até mesmo os próprios donos de pequenos negócios que precisam “cobrir” déficits de funcionários e outras situações.

A realidade e que não existe equipe pronta. Existe um início,  nunca o fim. Cabe ao gestor (líder) encontrar um padrão para sua organização, tendo em mente que cada situação precisa de soluções diferentes e tipos de equipe (pessoas) que se adaptam ao momento.
Uma das ações para alcançar o ápice das equipes de trabalho seria o seu estudo (pesquisar) e desenvolvimento de métricas de avaliação de desempenho e mapeamento de competências, para gerar informações dos indivíduos de sua equipe. O desenvolvimento e a formação de equipes precisam passar por estas avaliações individuais para monitoramento e desenvolvimento, deixando assim muito mais fácil a análise e a formação de equipes.
O século 21 é dinâmico. Empresas, equipes e indivíduos precisam seguir ou antever tendências para alcançar o sucesso administrativo e garantir futuro às organizações.

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28 de outubro de 2012

Google Adwords: Uma excelente ferramenta para conseguir mais clientes para sua empresa

O GoogleAdwords é uma ferramenta na qual você pode divulgar o seu site, sua marca, seus serviços, sua empresa, entre outros. Esses serviços são pagos e funcionam por uma forma de leilão de palavras, as mais procuradas são as mais caras e as que são procuradas com uma menor frequência acaba saindo mais em conta.
Quando você cria uma campanha para a divulgação você escolhe quais serão as palavras que você quer, e os valores que você aceita pagar por elas. O bom é que você só paga quando clicam em seu anuncio e não toda vez que ele é impresso.
Se você, por exemplo, digita a palavra genérica “Blusa”, seus resultados podem não ser muito satisfatórios. As variações para essa palavras são muitas. O público corretamente não está segmentado e você acaba gastando muito mais dinheiro com um retorno menor. Agora a palavra “Blusa de Couro” pode oferecer um resultado muito melhor com um custo inferior, já que você consegue segmentar o público para aquela procura. Google Adwords precisa de uma estratégia?
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29 de junho de 2012

O que considerar ao criar sua marca

Como se diferenciar no mundo no qual a escolha parece ser infinita e as marcas surgem e desaparecem ao sabor do vento? Pois bem, não é fácil, nem parece ser uma ciência exata… Mas marca é muito mais do que um nome bonito e um desenho legal…
Qual a correlação entre marca, logo, sucesso, fracasso? Nenhuma? Pois bem, nem todos pensam assim. Claro que estratégia, produto, competição, preço, custo, contam muito para o resultado final, mas uma marca e um logo podem ser seu cartão de visita para entrar ou não no jogo.
Buscando algumas inspirações quanto ao nome? Eu mesmo participei de vários processos de start-ups com escolha de nomes como Zap, ibiubi, Limão, Miniblog, Oi, Território Eldorado, e algumas que estão por vir por aí. Já tive situações em que, apresentando um
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25 de junho de 2012

Descubra os perigos da informalidade

Diante da percepção de que são altos os custos e de que há uma enorme burocracia envolvida na criação e manutenção formal de um empreendimento, a opção pela informalidade parece vantajosa ou mesmo a única alternativa de sobrevivência para um pequeno negócio. No entanto, uma análise cuidadosa das vantagens existentes na formalização derruba este mito.
Mais do que sofrer as consequências de uma fiscalização ou de uma ação trabalhista, o grande risco do empreendedor que vive na informalidade está na limitação de crescimento imposta por esta condição, por mais que se invista tempo, dedicação e empenho em fazer o negócio dar certo. "Quem está nesta situação não pode exercer a plenitude de sua atividade, de seu talento, e fica à margem de todo o processo de excelência de seu segmento", afirma Edson Lupatini Jr., secretário de comércio e serviços do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
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23 de junho de 2012

O que é Administração Financeira?


Não é raro encontrarmos com pessoas que não conseguem se familiarizar com os números dentro e fora das empresas. Diga-se de passagem... até mesmo seus proprietários desconhecem algumas técnicas que poderiam e podem minimizar perdas e proporcionar lucratividade ao negócio.
Diante desta “dificuldade” com o mundo dos números, me surgiu fortemente o interesse em desenvolver um conjunto de termas voltados especialmente para a área financeira.
Penso que os empreendedores e donos de seu negócio precisam estar antenados e buscar informações em várias áreas da ciências, mas destaco apenas três. Distintas, mas altamente complementares, garantindo dados e informações para os tomadores de decisões das organizações - Entenda-se “dados” como um “conteúdo bruto” e “informação” como conteúdo trabalhado, lapidado e bastante específico. São eles: A Administração de Empresas, a Contabilidade e a Economia.
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21 de junho de 2012

E quem cuida das oportunidades?

Em meio as crises mundiais perceptíveis que observamos hoje, sejam elas políticas, econômicas, sociais, financeiras, etc., o Brasil não se encontra fora desta história. Queda dos juros (SELIC), população endividada, medidas "expansionistas" governamentais, falta de mão-de-obra qualificada (apagão de talentos), custo Brasil elevado, dentre outros, cercam o dia-a-dia dos negócios dos brasileiros.
Tais fatos tornam os problemas, sejam eles de caráter "importante" ou "urgente", o "top list" diários dentro das organizações. Qual é a empresa quem não possui problemas? Muito improvável encontrar uma que exista.
Gestores, empresários e principalmente os empreendedores (que possuem multitarefa), desviam enormes esforços para solucioná-los. Além de delegar tal função (solucionadores de problemas) a funcionários que são "peças-chave" na/para empresa.
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2 de junho de 2012

Qual a sua personalidade no mundo dos negócios?



O mundo dos negócios não é algo complexo ao ponto de impedir que as pessoas deixem de ingressar nesta área; claro que alguns fatores são extremamente importantes para que acordos sejam firmados, como, por exemplo, ser uma pessoa de influência, ter iniciativa, ter autoconfiança, ser perseverante, buscar a diferenciação, saber fixar metas e traduzi-las em ações, etc. O dicionário conceitua a palavra “personalidade” como “individualidade consciente”, “caráter pessoal e original” ou “pessoa conhecida em razão de suas funções, influências, etc.”.
Dolabela (1999 p. 38), retrata tais pontos acima como características marcantes e existentes dos empreendedores. E a verdade é esta: o mundo e a sociedade precisa de tais pessoas. Que dirá as empresas! Que dirá as
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20 de abril de 2012

O que realmente é qualidade do produto?

O termo qualidade pode ser enxergado por diversas dimensões, que podem se tornar um grande arma competitiva.


Todo empreendedor sensato sabe que a oferta de produtos e serviços de qualidade é fator indispensável à  sobrevivência de qualquer empresa. A dúvida surge quando procuramos definir o que significa qualidade. Um artigo escrito na década de 80 por David Garvin, da Universidade de Harvard, traz uma luz interessante para esta questão.
O que tem mais qualidade? Um piano Steinway, em que cada unidade, fabricada com esmero extremo por artistas, tem sua própria sonoridade, sua alma, ou um piano Yamaha, célebre pela uniformidade e confiabilidade das unidades fabricadas? Um Jaguar, construído artesanalmente por técnicos altamente
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Três dicas para corrigir um funcionário

Estabelecer procedimentos na empresa para a demissão ou correção de um funcionário fará com que essas conversas sejam muito mais fáceis e poderá limitar erros futuros. Esse sistema irá permitir que sua equipe continue o rendimento e desempenho sem consequências drásticas. É criticamente importante que você documente esse processo para saber como as coisas são feitas e por quem.

Confira três passos simples que podem ser adotados facilmente e evitam erros:

Como corrigir um funcionário: 1) Faça pedidos específicos
Deixe suas expectativas e demandas muito claras em cada oportunidade. Transforme suas conversas em diretrizes. Não deixe espaço para ambigüidades.

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13 de abril de 2012

Crescimento sem educação, é possível?

Uma empresa em constante crescimento precisa investir na educação (do empreendedor e dos funcionários!).

Um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento de um país é a educação. Mesmo se tomarmos os últimos 50 anos como referência, não há casos de desenvolvimento sustentado de países sem um grande investimento em educação. A recuperação de países que passaram por crises agudas só foi possível com o governo suportando uma forte decisão de mudar a base educacional da população.
No caso do Brasil, parece que estamos apostando em um desenvolvimento nacional sem investimentos sérios em educação. Se lograrmos, será o primeiro caso na história do
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12 de abril de 2012

Saiba como se prevenir de imprevistos e manter a saúde financeira do seu negócio

Todo empreendedor quer alcançar o sucesso com seu negócio. Normalmente, ao iniciar um projeto, o empresário faz pesquisa de mercado, estrutura a equipe e empresa e parte para a concretização de um trabalho buscando realização e lucro. Mas será que todos estão preparados para uma crise? Saber lidar com imprevistos, principalmente os financeiros, é fundamental para o crescimento e consolidação de um negócio.
Ao abrir a empresa, o empreendedor deve ter em mente que apesar de ainda não lucrar, ele precisa de um capital suficiente para se sustentar. Segundo o doutor em Administração Pública e Governo e professor da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), Edson Sadao, o indicado é que o empresário tenha o equivalente aos lucros de três meses como reserva. “Se possível, a empresa deve ter um capital de cinco meses de lucro reservado para possíveis imprevistos, mas sabe-se que este valor não é baixo, portanto, ao menos três deve ser garantido. Sem essa reserva, a conta de seu empreendimento pode entrar no vermelho”, esclarece.
Junto com o capital extra, ou reserva de caixa, é importante que o empreendedor, independente do tamanho de sua empresa, faça um planejamento. De acordo com Sadao, as crises surgem por falta de planejamento. “Uma grande crise normalmente acontece quando o empresário não planeja bem o seu negócio. Esse quesito deve ser encarado como essencial na abertura de um estabelecimento”, diz.
Manter sempre uma reserva financeira pode salvar a empresa de uma crise e esse caixa deve ser inserido no planejamento como uma despesa fixa. Segundo o consultor financeiro do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Carlos Eduardo Alves, evitar recorrer a bancos e empréstimos é o ideal. “Ter um capital para possíveis imprevistos pode livrar o empreendedor dos juros quando surgirem despesas extras com demissões, manutenção de máquinas e outros problemas”, aponta.
Após planejar é preciso seguir alguns passos.  Alves ressalta que é necessário manter um plano de crescimento das vendas, administrar bem o negócio e aperfeiçoar sempre o trabalho. “O empreendedor pode evitar um imprevisto com apuração de seus lucros, sabendo administrar a empresa e mantendo crescimento das vendas, aperfeiçoando o trabalho oferecido e sabendo ser um bom líder, estimulando funcionários e otimizando seu trabalho de recursos humanos”, declara.
Mas diante de uma crise global, os ânimos ficam exaltados em todo o mercado financeiro podendo atingir diretamente até os pequenos e médios empreendimentos. Sadao alerta que é necessário manter a calma e que momentos como estes também podem servir de crescimento. “Frente a uma crise, o empreendedor deve mensurar os riscos, ser prudente e não se deixar abalar pelo nervosismo do mercado. Mas a principal atitude deve ser partir para aquilo que fará sua empresa crescer efetivamente, ou seja, traçar um objetivo e não permitir que fatores externos interrompam esse processo”, diz.
Se o empreendimento não for jovem e já estiver estabelecido em uma crise financeira, é preciso procurar a melhor forma de quitar dívidas e sair do prejuízo. Segundo Alves, é necessário que o empresário pesquise os menores juros e livre-se logo dessa situação. “Se não foi feito um planejamento e parte dos lucros não foi reservada para imprevistos, o empreendedor deve avaliar a melhor saída. Linhas de microcréditos oferecidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e por agências de desenvolvimento costumam ser interessantes para esses casos. O interessante é que a empresa verifique o que o governo pode oferecer e qual dessas linhas se encaixa melhor em seu perfil”, conclui.






Fonte: Santander Empreendedor
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Você percebe os ciclos?

Uma das coisas interessantes da vida são os ciclos. O ciclo da estações muda a paisagem e o clima. O ciclo das marés muda o mar e as praias. O ciclo dos anos muda a vida das pessoas.
Da mesma maneira, é o ciclo dos negócios que muda e transforma a empresa, mudando e transformando também a vida das pessoas nas empresas. Mas nem sempre todas as pessoas percebem o ciclo dos negócios da empresa ao mesmo tempo.
Muitas vezes o próprio entendimento do ciclo dos negócios ao longo do ano é limitado para os funcionário e para gestores da empresa. Você está se perguntado se sua empresa tem ciclos ao longo do ano? Provavelmente, não. A sazonalidade anual é tão bem conhecida por todos que poucos poderiam desconhecê-la.
Pois sabemos quando venderemos mais, quais datas comerciais são mais importantes, qual a época do ano em que produzimos mais e que produtos produzimos em cada época, por exemplo. Por ser repetitivo num período muito curto, percebemos este ciclo anual e ajustamos nossas atividades às variações estabelecidas pelo ciclo.
Mas e os outros ciclos? Quais são e que importância tem sobre a empresa e sobre a sua vida?
Estes ciclos são mais difíceis de serem percebidos e nem sempre são claros para todos. Um exemplo interessante que utilizo sobre ciclo de negócios é da moda. É um aviamento de costura chamado popularmente de "sianinha"! É uma fita ondulada, colorida, que serve para decorar roupas femininas e fazer artesanatos. Depois de ter sido muito popular, no início dos anos 60, um dia tornou-se "fora de moda" e desapareceu completamente do campo de interesse das pessoas. 
Certamente a sua produção deve caído para zero e a sua comercialização também. Porém, depois de mais de 10 anos, quase 20 anos, a sianinha ressurgiu como um elemento decorativo nas roupas fazendo movimentar novamente a indústria e o comércio. A indústria, as máquinas, o processo e os eventuais estoques remanescentes resurgiram para atender a demanda.
Imagine você um fabricante de aviamentos percebendo o ressurgimento da sianinha e tendo que tomar a decisão de investir na área. Investe rapidamente? Espera um pouco? Aguarda a moda pegar? Para cada postura corresponde uma série de consequências para os seus negócios. A percepção do ciclo pode fazer a diferença entre ganhar, muito e perder muito...
Nas empresas, os ciclos podem ser de outras naturezas. Por exemplo, podem ser de fases econômicas e políticas. Estamos numa fase de crescimento estável? Estamos numa fase de reordenação mundial? Estamos numa fase de conflitos sociais? Para cada um destas fases corresponde um ambiente de negócios com um conjunto diferente de características.
E os ciclos dos negócios da empresa? Estamos numa fase de expansão global? Estamos numa fase de investimentos regionais seletivos? Estamos numa fase de diversificação dos negócios? Estamos numa fase de crescimento por fusões e aquisições? Ou estamos numa fase de desinvestimento em alguns setores?
Há também os ciclos internos da empresa, que alteram as organizações e modificam as relações pessoais e laborais. É uma fase de mudança de modelo organizacional? É uma fase de renovação do quadro de gestores? É uma fase de inovações? É uma fase de investimentos sociais e ambientais? É uma fase de investimentos em novos talentos?
Porque é importante perceber os ciclos? Porque se você não perceber os ciclos das estações, pode estar com a roupa errada num dia de inverno ou pode estar pescando na maré errada. Pode também estar alimentando-se erradamente em relação às necessidades do seu corpo, para a sua idade...
Da mesma forma, na sua vida profissional, você pode estar investindo no conhecimento desnecessário ou numa atividade sem grande futuro na empresa. Ou pode estar descontente com uma mudança organizacional, rejeitando-a e combatendo-a quando o ciclo dos negócios da empresa está demandando-a como uma prioridade para crescer ou sobreviver.
Por isso, a leitura do contexto e dos ciclos é muito importante. Você saberá antecipar-se diante do próximo ciclo? Será o mais preparado para a próxima mudança?
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11 de abril de 2012

A interminável luta: qualidade x produtividade

Desde que Ford implementou a linha de produção, até os dias de hoje a produção em massa tem sido um dos modelos mais utilizados. No entanto, nos últimos anos, devido à necessidade de atender clientes diferentes com gostos diferentes e competir num mercado global altamente concorrido, um sistema de produção flexível se tornou apropriado para muitas situações.
Na produção em massa o foco está na estrutura da empresa, em aproveitar da melhor forma possível os recursos disponíveis, visando o menor custo unitário e a maior lucratividade. Com o advento das técnicas de qualidade (TQC, TQM, quality assurance, 5S, Six Sigma, dentre outras), que foram em grande parte desenvolvidas no oriente, as empresas de produção em massa puderam incorporar no seu dia-a-dia um modelo de produção mais condizente com as necessidades do mercado, que quer mais do que só o produto: quer também valores agregados, benefícios paralelos, qualidade.
Como a concorrência passou a ser mundial e o mercado mostrou-se interessado por produtos diferenciados, as empresas mais preparadas para tal característica passaram a liderar em seus setores. E para produzir produtos diferenciados – na qualidade exigida e com um preço competitivo – foi necessário um processo de produção flexível, que permitisse produzir uma gama maior produtos, com diferentes configurações, com qualidade e, ainda assim, por um preço atraente.
Isto, no entanto, não se constrói somente no processo produtivo. É exigida uma fina integração com os processos logísticos, que em última instância determinam o nível de atendimento dado aos clientes, que é o primeiro item avaliado quando uma entrega é feita. Por exemplo, quando um cliente recebe um produto, a primeira coisa que ele perceberá é se a entrega está ou não nos prazos e nas condições estabelecidas. Somente depois é que ele visualizará o produto propriamente dito. Desta forma, os processos logísticos precisam estar inteiramente alinhados com os processos flexíveis da indústria, isto é, eles devem ser também flexíveis. Desta forma, além de entregar no prazo e com a qualidade desejada, a logística deve ser capaz de atender às diferentes demandas do mercado.
Por que um cliente compra o seu produto e não o do seu concorrente? Sua empresa pode oferecer um excelente produto, mas se o preço não for competitivo, não haverá chance. Inclui-se aqui um elemento mediador na dualidade qualidade x produtividade: o custo.
Logo, produtividade pode ser entendida como qualidade ao preço adequado. Na maioria das situações, busca-se o equilíbrio, com a presença dos dois elementos: um que empurra o preço do produto para cima (maior qualidade) ou o ajudam a diminuir (maior produtividade). Raras exceções aplicam-se a esta regra, mas ainda assim são interessantes de serem analisadas.
O primeiro caso é de produtos desenhados para serem de baixo valor agregado, ter baixo custo e uma proposital qualidade inferior (produtos de 2ª linha). Neste caso prefere-se eficiência (produtividade) a fim de garantir atendimento de demanda ou de metas de lucratividade.
No extremo oposto encontra-se a segunda exceção: produtos de altíssimo valor agregado, que zelam por sua qualidade muito superior em relação aos demais, ditos premium. Nestes casos, produtividade não é o essencial, dado que o preço pago pelo consumidor por um produto deste nível compensa os gastos extras na fábrica por sua baixa produtividade.
A integração entre os processos produtivos e os processos logísticos, sob o aspecto do atendimento ao cliente, é o grande desafio das organizações. Como fazer com que todo o investimento realizado na indústria na forma de máquinas, processos enxutos e preparação da equipe seja refletido para o cliente através da logística de distribuição?
Em suma, a compra de um produto passa por diversas análises por parte do cliente. Entre elas destacam-se o custo de obtenção e a qualidade. O primeiro é influenciado pela capacidade que as empresas têm de disponibilizar os produtos a um baixo custo aos seus clientes, seja através de uma boa sincronia ou através de alta produtividade, envolvendo também os trade-offs logísticos. A qualidade, por outro lado, está mais relacionada ao processo, na forma como o produto é fabricado.
Há algumas décadas, qualidade e produtividade eram extremos opostos para muitas indústrias, fato que foi drasticamente alterado com a abordagem da garantia da qualidade, notadamente com os processos enxutos (produção enxuta, logística enxuta, manufatura enxuta, etc) e Seis Sigma.
Hoje produtividade e qualidade andam juntas, seja por força das tecnologias empregadas como por exigência do mercado: se sua empresa não produz em quantidade suficiente, não consegue preços competitivos; por outro lado, se não oferece qualidade aos consumidores, não consegue vender seus produtos. Logo, precisa oferecer as duas coisas.
Finalmente, um sistema operando adequadamente produzirá seus produtos com o nível de qualidade desejado, a um custo conhecido e satisfatório.



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Sustentabilidade ao alcance das pequenas empresas

O termo sustentabilidade é uma das palavras da moda no mundo corporativo, e nem sempre é entendida ou aplicada de uma forma correta.
Uma empresa sustentável é aquela que continua gerando lucros para seus proprietários sem causar impactos negativos aos outros clientes (internos e externos) da empresa.
Os outros clientes são os funcionários, os clientes propriamente ditos, os concorrentes, o governo, o meio ambiente, a comunidade em torno da empresa, etc. Portanto, se a organização consegue atingir seu objetivo principal (o lucro), mantendo impactos positivos para todos aqueles que participam direta ou indiretamente das atividades da empresa, ela se sustentará por longo prazo.
Adaptada à realidade das grandes empresas em todo o mundo, a prática da sustentabilidade  tende a se tornar usual também na gestão das micro e pequenas empresas. A mudança no comportamento deve ser feita não somente em razão de aspectos ambientais, mas também por benefícios econômicos que ela traz às micro e pequenas empresas, portanto a sustentabilidade não se aplica somente às grandes corporações, estas somente “aparecem” mais porque possuem um alcance maior e portanto têm impacto em um número maior de pessoas. Lembre-se que seu empreendimento tem um impacto local, e que deve ser sustentável em seu ambiente.
A conta que precisa ser feita não é apenas sobre o valor que o empresário vai pagar naquele momento. Ele deve pensar que o equipamento mais sustentável terá vida útil maior e trará retorno ao longo do tempo. É preciso pensar a médio e longo prazo. O empresário precisa pensar que vai levar um tempo para ter retorno, mas que depois desse prazo ele vai economizar muito. As empresas começaram a se dar conta da economia que podem criar com esses investimentos em sustentabilidade.
Para tornar sua empresa sustentável, considere os seguintes aspectos:

Sustentabilidade Ambiental

  • O lixo de sua empresa é reciclado?
  • Os resíduos gerados são tratados e descartados adequadamente?
  • Sua empresa apóia iniciativas ecológicas locais?
  • Caso seu bairro não possua iniciativas ecológicas, sua empresa as cria?

Sustentabilidade Social
  • Seus funcionários recebem um salário justo  e um tratamento digno?
  • As condições e segurança no trabalho na empresasão adequados?
  • Sua empresa apóia programas sociais locais?

Sustentabilidade Cultural
  • Sua empresa está bem encaixada no perfil do bairro ou da região?
  • Sua empresa apóia programas culturais no bairro?
  • O tipo de atividade exercida é adequada para a região na qual a empresa está?
  • Os valores culturais dos funcionários são os mesmos que os do empreendedor? 
  • funcionários são os mesmos que os do empreendedor?

Sustentabilidade Econômica
  • A empresa consegue gerar lucro atuando de forma legal?
  • As negociações com fornecedores são levadas de forma justa?
  • Os clientes recebem o valor pelo qual estão pagando ou são enganados com falsa propaganda?
  • A concorrência é feita de forma ética?
Aplicando o conceito de sustentabilidade em seu empreendimento, você não só poderá ver o crescimento da empresa e dos lucros no longo prazo, como se sentirá bem ao ver os impactos positivos que causa ao seu redor.





Fonte: Wilson Gunther Kunde - Portal SEBRAE/PR


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8 de abril de 2012

Nada de viver como bombeiro


 Eu participava de um debate em um canal de TV quando o entrevistador dirigiu-me uma pergunta: “Dr Shapiro, por que tantos gerentes são ineficazes?” Minha resposta imediata foi: “Porque são bombeiros!”
Eu me surpreendi com a rapidez com que minhas palavras saíram. Mas a ideia era clara como a luz do sol na minha mente. É a mais pura verdade!
Gerentes ineficazes não têm tempo para pensar, nem para planejar táticas. Quando você é um gerente bombeiro, você não lidera coisa nenhuma. Só apaga incêndios. Você não decide mais em que direção sua equipe está indo. O incêndio é que decide. Ele impera sobre a sua vida. Você pensa que está controlando-o, mas não. É o incêndio que o controla.
O que é um incêndio numa empresa? É qualquer problema que se deflagra de surpresa  e exige tempo, atenção e imaginação.
Em certo nível, o incêndio é normal em qualquer organização. Nas empresas desorganizadas  ele é o dia a dia, tomando conta da vida de todos. E este é o indicador: quanto mais incêndios acontecem por unidade de tempo, mais a empresa está à deriva: menos organizada, menos produtiva e menos lucrativa. Ela se torna um lugar estressante e danoso.
Os incêndios trazem consigo a perda do senso de oportunidade. Eles cegam as pessoas para as possibilidades.
Um gerente eficaz lidera sua equipe do presente para o futuro. Para ele, um incêndio só é relevante quando está no caminho de um objetivo. Dependendo da natureza, ele nem precisa apagar o fogo. Simplesmente se desvia porque tem um alvo mais importante a atingir no futuro – isto é que lhe interessa.
Dirijo-me a você, agora. Quer eficiência? Deseja eficácia? Não deixe os incêndios ditarem o ritmo do seu trabalho. Estabeleça objetivos claros junto de sua equipe. Depois, siga esses objetivos. Dedique-se a influenciar o time a se envolver ao máximo com estas metas.
Viver e trabalhar  sem incêndios  é quase impossível, todos sabem.  Mas entenda, e não esqueça, que seu antídoto é planejamento e persistência em chegar aos objetivos.





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Falando de excelência e de pessoas

Afinal, o que é importante para que uma empresa possa alcançar e manter elevados e excepcionais padrões de excelência? A resposta não é simples. Padrões de excelência resultam de um enorme e complexo conjunto de características como planejamento, organização, lideranças internas, recursos, etc. Envolve também cultura, valores, aprendizado, determinação, metas e objetivos e, principalmente, competências. Um interminável elenco de fatores que interagem dinamicamente entre si criando as mutáveis condições para alcançar um incrível resultado, que é a excelência empresarial. Não se trata apenas da montagem inclusiva de blocos superpostos ou de uma simples coleção de esquemas ou processos lineares. É preciso muito mais do que isso.
Muitos empresários constantemente se perguntam: por que razão
minha empresa não consegue alcançar níveis de excelência e fica à distância dos padrões desejados de qualidade? Quase sempre a resposta a este mantra reside, entre muitos outros aspectos, na maneira como a empresa trata seus colaboradores. Afinal, excelência e qualidade são, acima de tudo, um verdadeiro estado de espírito das pessoas. Exige engajamento e comprometimento. Isso não se impõe e nem se compra. Isso se conquista ao longo do tempo. São as pessoas que aprendem, constroem competências, adotam critérios de trabalho, tomam decisões a respeito de ações cotidianas dentro do seu universo de atividade, utilizam tecnologias, atendem ao cliente, focam metas, objetivos e resultados a alcançar. Em resumo, é a partir delas que a empresa pode se transformar em um invejável modelo de excelência.
Quando um empresário se dispõe a cumprir um determinado objetivo ele precisa ter absoluta certeza de que atrás de si ele conta incondicionalmente com o apoio, suporte, determinação e o comprometimento de toda a equipe que compõe a sua empresa. Convencido disso, ele não precisa se preocupar com aqueles que estão detrás de si, mas com o caminho que pretende trilhar pela frente. Mas, para isso, é preciso tratar as pessoas de uma maneira muito especial, tal como Sam Walton, o criador da Walmart, fazia nas lojas da sua empresa. Ou como Jack Welch trabalhou com suas equipes na GE. Ou ainda como Larry Page e Sergey Brin desenvolveram equipes integradas na Google. Dizer que foram grandes líderes é desnecessário, mas vale apenas lembrar que como impulsionadores de pessoas eles conseguiram conduzir suas empresas a patamares invejáveis. Seu trabalho não estava apenas no topo da pirâmide da hierarquia, mas ubiquamente em todos os lugares de suas empresas. Eram simultaneamente missionários, visionários e absolutamente estrategistas. Foram capazes de arquitetar, desenvolver, impulsionar, coletar e juntar esforços de todos os seus colaboradores e conseguir transformar tudo isso em uma incrível força motriz em direção ao sucesso de suas empresas.
Mas vamos ao ponto que nos interessa. Não basta ensinar ou explicar. Muitas vezes, o que queremos transmitir é entendido de maneira diferente pelas pessoas. Para isso é necessário clareza e objetividade. O importante é aprender, compreender, aceitar, incorporar e defender. Para isso é necessário que as pessoas tenham suficiente motivação para desaprender velhos hábitos e práticas consolidados e incorporar novos comportamentos. Além disso, é necessário que elas se inspirem no exemplo de seus líderes que devem indicar e mostrar claramente o que deve ser feito. Ações e não apenas palavras. Prática e não apenas discursos. Além disso, o aprendizado deve ser incentivado e reforçado continuamente por meio de oportunidades de aplicação daquilo que se aprendeu no cotidiano além de incentivos e recompensas pelos resultados com ele alcançados no sentido de garantir um reforço positivo.  Aprendizagem é fundamental. Ela precisa ser valorizada na empresa. E a aprendizagem organizacional somente acontece a partir da aprendizagem individual e coletiva por meio de equipes e esforços conjugados. A excelência é uma consequência direta do aprendizado.
Para alcançar excelência organizacional, cada pessoa deve ser encarada como um centro de excelência e cada equipe como um centro de negócios. Cada subsistema deve adequar-se ao sistema total. A isto se chama alinhamento que permita conduzir à consistência e integração. E dentro dessa conceituação sistêmica, o resultado não deve constituir apenas a soma das partes envolvidas. Somar é fácil. O difícil é multiplicar. E a excelência é, sem dúvida, uma das decorrências desse emergente sistêmico. Algo difícil, complexo, singular, específico, instável. Contudo, para transformar cada pessoa em um centro de excelência é preciso que ela adquira competências individuais, técnicas e sociais por meio de uma aprendizagem constante e ininterrupta, seja liderada e impulsionada, seja direcionada para metas e objetivos, esteja engajada e motivada, receba incentivos e recompensas pelas suas conquistas e se sinta fazendo parte integrante da turma. Olhar cada indivíduo é importante por que cada pessoa é em si um universo, um mundo diferente, um poderoso sistema de aprendizagem e inteligência. Mas é igualmente importante ver o todo organizacional, ou seja, o universo de indivíduos e grupos, cada qual dando a sua parcela de contribuição. Este é um paradoxo da empresa moderna.
Toda essa formidável inteligência coletiva precisa ser devidamente identificada, aproveitada e posta em marcha para proporcionar as mudanças dentro de nossas empresas e ao longo dos sistemas sociais. (...) E isso deve começar com uma nova e diferente maneira de lidar com as pessoas. Precisamos deixar de tratá-las como recursos humanos de maneira uniforme e padronizada como se fossem meras commodities e introduzir variabilidade e diversidade para privilegiar suas diferenças individuais. Foi-se o tempo em que as empresas eram consideradas conjuntos integrados de recursos - seus principais ativos contábeis - no sentido de alcançar objetivos organizacionais. O assunto do momento são as competências: são elas que governam os recursos e os tornam produtivos e rentáveis. Recursos são importantes, mas não possuem o dom da atividade própria e da inteligência. São inertes, estáticos e sem vida própria. Hoje, constituem a plataforma sobre a qual agem as competências. São as competências que lhes dão aplicabilidade, adequação, destinação e alcance de retornos desejáveis. Isso dá uma ideia da importância das pessoas no jogo empresarial e da necessidade de uma nova e diferente gestão de pessoas. E isso significa um desafio formidável para muitas empresas, uma profunda e radical mudança cultural e administrativa.



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